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Conheça os principais sintomas da coqueluche
Publicado em 30/08/2024

A coqueluche é uma infecção bacteriana altamente contagiosa que afeta o sistema respiratório. A doença, que estava sob controle há muito tempo, voltou a assombrar autoridades médicas em todo o mundo, e a baixa cobertura vacinal é um dos principais motivos. No Brasil, uma morte foi confirmada em 2024 após três anos sem registros de óbitos relacionados à coqueluche.
Quais são os principais sintomas da coqueluche?
As crises intensas de tosse são a principal característica da coqueluche. Além delas, outros sintomas podem ser percebidos, mas sua intensidade e duração podem variar de acordo com cada caso. Normalmente, eles se manifestam em três fases:
Fase catarral:
É a fase inicial inicial, com duração de cerca de 1 a 2 semanas, e tem características similares a um resfriado comum, com sintomas leves, como:
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Febre baixa
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Mal-estar geral
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Coriza
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Tosse seca
Fase paroxística:
Nesta fase, que pode durar de 2 a 4 semanas, a tosse se torna mais intensa e frequente, evoluindo para crises caracterizadas por:
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Sequência rápida e repetitiva de tosse
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Ruído agudo ao inspirar (o chamado "guincho")
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Vômitos após as crises
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Fadiga extrema
Fase de convalescença:
É a fase de recuperação, em que a frequência e a intensidade das crises de tosse diminuem gradualmente, e outros sintomas desaparecem. Pode levar semanas ou até meses para a completa recuperação.
Outros sintomas que podem ocorrer são o surgimento de uma coloração azul nos lábios e extremidades devido à falta de ar (cianose) e dificuldade de se alimentar causada pelos enjoos frequentes.
É importante ressaltar que crianças pequenas são mais vulneráveis às complicações da coqueluche, que podem incluir pneumonia, convulsões e até mesmo o óbito. Também é comum que elas apresentem irritabilidade excessiva durante a infecção.
Já em adultos e adolescentes, em que os sintomas podem se manifestar de forma leve ou atípica, o diagnóstico pode ser mais difícil.
Como se dá o diagnóstico, tratamento e prevenção da coqueluche?
Uma vez que a fase inicial da coqueluche se assemelha muito a um resfriado, seu diagnóstico precoce pode ser desafiador. Os principais métodos de identificação incluem exames como:
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Cultura: A coleta de uma amostra do nariz ou garganta para identificar a bactéria em um laboratório. No entanto, este método pode levar vários dias para obter um resultado.
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PCR: Um teste mais rápido e preciso que detecta o material genético da bactéria na amostra.
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Sorologia: Um exame de sangue que detecta anticorpos contra a bactéria, mas pode não ser útil nos primeiros estágios da doença.
O tratamento, por sua vez, é realizado pelo uso de medicamentos, especialmente antibióticos. É imprescindível iniciar o tratamento o mais cedo possível para reduzir a gravidade da doença e a transmissão para outras pessoas. É indispensável que a pessoa infectada mantenha-se em repouso, bem hidratada e isolada.
A melhor forma de prevenir é através da vacinação. A vacina contra a coqueluche (DTP) é incluída no calendário vacinal infantil e oferece proteção contra a doença.
Especialistas afirmam que o patógeno se comporta de uma forma atípica, que funciona como um ciclo, por isso o número de casos aumenta após um determinado período de intervalo. Assim, é importante seguir o esquema vacinal recomendado e manter as doses de reforço em dia.
Manter a higiene pessoal em dia, especialmente adotar o hábito de lavar as mãos frequentemente, também auxilia a evitar a infecção.
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